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Universidade: e agora?

por Cátia Reis, em 04.09.13

Nunca dei muita importância ao regresso às aulas. Não fazia contagem decrescente para voltar à escola ou para ver os meus colegas, porque sabia que em Setembro tudo estaria igual, as caras não mudariam e mesmo que os professores fossem diferentes, já sabia que estava naquele pequeno núcleo perto de casa, para onde poderia ir sempre que quisesse.


 


Este ano é diferente. Este ano dou por mim a sonhar com isso (coisas boas e coisas más), a consultar o calendário todos os dias e a pensar "Como será que é viver num mundo completamente diferente do secundário?". Na minha cabeça tenho mais dúvidas do que certezas, mais medo e ansiedade do que calma e tranquilidade. Desde que as notas dos exames nacionais foram afixadas e que pudémos começar a preencher a candidatura online, que ninguém à minha volta ouve falar de outra coisa, senão em "Relações Públicas e Comunicação Empresarial", passe para os transportes de Lisboa, do nervosismo que tenho em relação às praxes e tantas outras coisas relacionadas com os horários da universidade e possíveis sítios onde ir passear durante os furos das aulas.


 


 


 


Em primeiro lugar no TOP 1000 das minhas maiores preocupações, está a colocação. Preenchi as 6 opções a que tinha direito, no ato da candidatura e tenho um nervosismo tremendo em não entrar na minha primeira escolha. Se entrasse para a segunda, também não ficava chateada, mas as restantes não fazem mesmo nada o meu género e acho que teria um desgosto enorme se fosse numa dessas que iria parar. A minha média não é baixa, mas situa-se próxima do último colocado do ano passado e tenho medo de não entrar por algumas décimas.


 


Em segundo lugar, são as praxes. Parecem muito bonitas quando são feitas aos outros e apesar de até ter um espírito aberto a novas experiências e parvoíces, não sei se lidaria bem com algum tipo de agressão psicológica mais forte ou com conversas ordinárias. Sei que por vezes isso acontece e seria logo motivo para escandaleira, da minha parte.


 


Depois, vem a questão do padrinho e da madrinha. Não percebo como é a que a cena toda funciona: quem escolhe quem, se pode ser só um padrinho ou só uma madrinha ou se têm obrigatoriamente de ser dois e se a relação que se mantém com eles é meramente "Caloira, dá-me isto ou aquilo" ou se dá para criar algum laço afectivo com eles (parece que estou a falar de bichos, mas é que as cenas que se vêm entre caloiros e alunos mais velhos na Baixa ou no Rossio, dão mesmo a impressão de que a universidade é uma selva onde cada tenta sobreviver à sua maneira!). É tudo tão complicado... Porque não nos facilitam um pouco a compreensão destas coisas?! 


 


A seguir, vem a roupa e o que levar no primeiro dia. Já sou capaz de imaginar o cenário: Acordo de manhã pronta para o meu primeiro dia, visto uma tshirt básica com umas calças e allstars, uma mochila simples e prática e depois chego lá e é ver as raparigas todas de saltos altos e com uma mala de mão onde só cabe o telemóvel e as chaves. Tenho medo de não me encaixar socialmente naquele espaço, onde toda a gente é diferente.


 





Para quem vai entrar este ano, que mais inseguranças é que acrescentam às que aqui referi? E aos que já frequentam a universidade, como é que sobreviveram ao vosso primeiro ano de caloiros?

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